Adormece...
As vezes chego a pensar que não mais existe.
Condiciono, escondo, camuflo, finjo ser indiferente, por vezes consigo.
Me apego a possibilidade de um dia não mais me importar.
Até do senso comum me aproprio propositadamente para praticar o esquecimento...
Funciona, quando me convém.
No fundo acho que me preocupo com o fato de não me preocupar...
e esse discurso é culpa.
Ou será um sentimento preso sem saída?
Cada dia mato mais, mas não é algo possível de matar pra sempre.
A contradição acompanhará, o lugar nenhum também.
E nessa dança no escuro, fica
a certeza de não pertencer, ou de não ter encontrado o lugar.
Vai machucar, até a hora que perder a capacidade de sentir,
e a paciênica de fingir.
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